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Direitos e Deveres do Paciente

Clínica Ana Gonçalves – Terapias e Desenvolvimento Humano

Última atualização: Junho de 2024

Índice

  1. Introdução
  2. Direitos do Paciente
  3. Deveres do Paciente
  4. Sigilo Profissional
  5. Consentimento Informado
  6. Como Fazer uma Reclamação
  7. Contatos Úteis

Introdução

A Clínica Ana Gonçalves acredita que o paciente bem informado é parceiro fundamental do processo terapêutico. Conhecer seus direitos e deveres é parte essencial de uma relação terapêutica saudável, ética e transparente.

Este documento foi elaborado com base nos seguintes marcos legais e normativos:

  • Lei nº 8.080/1990 – Lei Orgânica da Saúde (dispõe sobre as condições para promoção, proteção e recuperação da saúde)
  • Lei nº 8.142/1990 – Participação da comunidade na gestão do SUS
  • Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde – Portaria MS nº 1.820/2009 (Ministério da Saúde, 2011)
  • Resolução CFP nº 10/2005 – Código de Ética Profissional do Psicólogo
  • Resolução CFM nº 1.931/2009 – Código de Ética Médica
  • Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8.069/1990 (para pacientes menores de 18 anos)
  • Estatuto da Pessoa com Deficiência – Lei nº 13.146/2015
  • Lei Geral de Proteção de Dados – Lei nº 13.709/2018

Este documento é informativo e complementa o Termo de Consentimento Informado assinado individualmente. Em caso de dúvidas, converse com seu terapeuta ou entre em contato com a recepção da clínica.

1. Seus Direitos como Paciente

Todo paciente da Clínica Ana Gonçalves tem os seguintes direitos garantidos:

01

Atendimento Digno e Respeitoso

Ser atendido com urbanidade, respeito à sua identidade, sem discriminação por raça, sexo, gênero, orientação sexual, religião, condição socioeconômica ou qualquer outra característica pessoal.

Base: Lei 8.080/90, Art. 7º; Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde

02

Sigilo e Confidencialidade

Ter o conteúdo das suas sessões, diagnósticos e informações de saúde tratados com absoluto sigilo pelos profissionais da clínica, salvo nas exceções legais expressamente previstas.

Base: Código de Ética do CFP, Art. 9º; LGPD, Art. 11

03

Informação Clara e Completa

Receber informações claras, em linguagem acessível, sobre sua condição de saúde, o processo terapêutico proposto, as técnicas que serão utilizadas, os objetivos do tratamento e o prognóstico esperado.

Base: Código de Ética do CFP, Art. 6º; Lei 8.080/90, Art. 7º, VI

04

Consentimento Livre e Informado

Consentir ou recusar procedimentos, avaliações ou encaminhamentos propostos pelo profissional. Nenhuma intervenção será realizada sem o seu consentimento prévio, expresso e informado.

Base: Código de Ética do CFP, Art. 7º; CFM 1.931/2009, Art. 31

05

Acesso ao Prontuário

Solicitar acesso ao seu prontuário psicológico e receber cópia das anotações referentes ao seu atendimento. O prontuário é documento do profissional, mas as informações nele contidas pertencem a você.

Base: Código de Ética do CFP, Art. 17; Lei 12.842/2013

06

Segunda Opinião

Buscar uma segunda opinião profissional a qualquer momento, sem que isso configure abandono do tratamento ou prejudique a relação com seu terapeuta atual. Seu profissional deve apoiar e facilitar essa decisão.

Base: Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde; Código de Ética CFP

07

Encerramento do Tratamento

Interromper ou encerrar o processo terapêutico a qualquer momento, sem necessidade de justificativa. É recomendado, mas não obrigatório, comunicar ao terapeuta para que o encerramento ocorra de forma saudável.

Base: Código de Ética do CFP, Art. 7º; Princípio da Autonomia

08

Tratamento sem Discriminação

Ser atendido independentemente de raça, etnia, gênero, orientação sexual, religião, condição econômica, deficiência, diagnóstico ou qualquer outra condição. A clínica prima pela inclusão e diversidade.

Base: CF/88, Art. 5º; Lei 8.080/90; Lei 13.146/2015

09

Acompanhante

Ter acompanhante de sua escolha durante o processo de admissão e nas consultas, quando clinicamente indicado ou a seu pedido, especialmente no caso de menores de idade, idosos ou pessoas com deficiência.

Base: Carta dos Direitos dos Usuários; Lei 8.080/90

10

Fazer Reclamações sem Represália

Manifestar insatisfação, apresentar reclamações ou sugestões sobre os serviços prestados, diretamente à clínica ou aos órgãos reguladores competentes, sem sofrer qualquer forma de represália ou prejuízo ao seu atendimento.

Base: CDC, Art. 6º, VIII; Carta dos Direitos dos Usuários

11

Atendimento de Urgência

Em situação de crise ou urgência psicológica, receber orientação imediata do profissional ou ser encaminhado ao serviço adequado mais próximo, sem que razões administrativas ou financeiras impeçam o primeiro atendimento.

Base: Lei 8.080/90, Art. 7º; Portaria MS 2.048/2002

12

Encaminhamento Adequado

Ser encaminhado a outro profissional ou serviço de saúde quando o seu caso exigir competência técnica além da oferecida, garantindo a continuidade do cuidado.

Base: Código de Ética do CFP, Art. 2º; Lei 8.080/90

13

Privacidade e Ambiente Seguro

Ser atendido em espaço que garanta privacidade auditiva e visual, onde conversas não possam ser ouvidas por terceiros e sua identidade não seja revelada na recepção ou em qualquer espaço compartilhado.

Base: Código de Ética do CFP; LGPD

14

Proteção dos Dados Pessoais

Ter seus dados pessoais e dados sensíveis de saúde coletados, armazenados e tratados com segurança, em conformidade com a LGPD. Solicitar acesso, correção, portabilidade e exclusão dos seus dados.

Base: LGPD, Art. 18; Lei 13.709/2018

15

Atendimento Online com Qualidade

Receber atendimento online com o mesmo nível de qualidade ética e técnica do atendimento presencial, em plataformas seguras e com garantia de confidencialidade da sessão.

Base: Resolução CFP nº 11/2018

2. Seus Deveres como Paciente

Uma relação terapêutica saudável é uma via de mão dupla. Para que o processo terapêutico seja eficaz, esperamos que você:

  • 1
    Pontualidade e Comparecimento
    Compareça às sessões no horário agendado. Em caso de impossibilidade, comunique à clínica com pelo menos 24 horas de antecedência, conforme nossa Política de Cancelamento. O respeito ao horário valoriza seu processo e permite que outros pacientes sejam atendidos.
  • 2
    Honestidade e Transparência
    Forneça informações verdadeiras e completas sobre sua história, saúde física, uso de medicamentos, substâncias e outros fatores relevantes para o tratamento. A qualidade do cuidado depende diretamente da precisão das informações compartilhadas.
  • 3
    Engajamento com o Processo Terapêutico
    Procure seguir as orientações, exercícios e reflexões propostos pelo terapeuta entre as sessões. Caso encontre dificuldades, comunique-as ao profissional na próxima sessão — a abertura sobre obstáculos é tão terapêutica quanto o cumprimento das tarefas.
  • 4
    Respeito à Equipe e ao Ambiente
    Trate todos os profissionais e funcionários da clínica com urbanidade e respeito. Comportamentos abusivos, ameaçadores ou desrespeitosos — verbalmente ou por escrito — podem resultar no encerramento do atendimento, conforme nossos Termos e Condições.
  • 5
    Comunicação de Crises
    Em situações de crise, pensamentos autodestrutivos ou piora significativa do estado de saúde entre as sessões, entre em contato imediatamente com a clínica ou com serviços de emergência (SAMU 192, CVV 188). Não aguarde a próxima sessão agendada.
  • 6
    Pontualidade no Pagamento
    Efetue o pagamento das sessões nas formas e nos prazos acordados. Em caso de dificuldade financeira, comunique ao terapeuta ou à recepção para que possamos buscar soluções conjuntas antes que a situação se agrave.
  • 7
    Não Gravar as Sessões
    É expressamente proibido gravar (em áudio ou vídeo), fotografar ou transmitir qualquer parte das sessões sem o consentimento explícito e por escrito do profissional. Essa proibição protege tanto o paciente quanto o terapeuta e garante a liberdade do espaço terapêutico.
  • 8
    Manter Dados Cadastrais Atualizados
    Informe à recepção qualquer alteração em seus dados de contato (telefone, e-mail, endereço) ou em seu estado de saúde relevante (novos diagnósticos, medicamentos, internações). Dados atualizados garantem comunicação eficiente e segurança no atendimento.
  • 9
    Sobriedade nas Sessões
    Compareça às sessões em condições de plena consciência. Não participe de atendimentos sob efeito de álcool ou substâncias psicoativas (exceto medicamentos prescritos pelo médico). Sessões prejudicadas por uso de substâncias podem ser canceladas, com cobrança do valor correspondente.
  • 10
    Comunicar Mudanças de Contexto
    Informe ao terapeuta mudanças significativas em seu contexto de vida — mudanças de trabalho, relacionamentos, moradia, saúde física, situações jurídicas — que possam impactar o processo terapêutico. Essas informações são protegidas pelo sigilo profissional.

3. Sigilo Profissional

O sigilo profissional é um dos pilares fundamentais da psicoterapia e da prática em saúde. Ele é garantido pelo Art. 9º do Código de Ética do CFP e integra a base da confiança que permite que o processo terapêutico aconteça com liberdade.

3.1 O Que é o Sigilo

Sigilo profissional significa que tudo o que você compartilhar em sessão — palavras, emoções, histórias, segredos, diagnósticos — não será revelado a ninguém sem o seu consentimento expresso. Isso inclui:

  • Familiares e cônjuge (inclusive em situações de conflito)
  • Empregadores ou colegas de trabalho
  • Planos de saúde (apenas o mínimo necessário para faturamento é compartilhado)
  • Outros profissionais de saúde (exceto com sua autorização)
  • Qualquer terceiro não autorizado

3.2 Exceções ao Sigilo

O sigilo profissional pode ser excepcionalmente quebrado nos seguintes casos, todos previstos em lei e no Código de Ética:

Situação 1 – Risco iminente de vida: Quando o profissional avalia que há risco concreto e imediato de que você ou outra pessoa possa perder a vida (suicídio ou homicídio iminente), ele pode comunicar um familiar próximo, responsável legal ou acionar serviços de emergência. Essa ação é feita na medida estritamente necessária para preservar a vida.

Situação 2 – Ordem judicial: Por determinação fundamentada de um juiz competente, o profissional pode ser convocado a prestar informações. Mesmo assim, o profissional utilizará os recursos legais disponíveis para preservar ao máximo a sua privacidade.

Situação 3 – Violência contra criança ou adolescente: Nos termos do Art. 13 do ECA (Lei nº 8.069/1990), suspeita ou confirmação de violência contra menores deve ser comunicada ao Conselho Tutelar. Esta é uma obrigação legal que não configura violação ética.

Em qualquer caso, o profissional comunicará ao paciente sua intenção de romper o sigilo, sempre que isso não comprometa a própria razão do rompimento (como em situações de emergência).

3.3 Sigilo no Atendimento de Menores

No atendimento de crianças e adolescentes, os pais ou responsáveis legais recebem informações sobre o desenvolvimento geral do processo terapêutico, mas o conteúdo específico das sessões é preservado em sigilo. O adolescente tem direito crescente à privacidade conforme sua maturidade, conforme orientações do CFP.

3.4 Após o Término do Atendimento

O sigilo profissional persiste indefinidamente após o término do atendimento, inclusive após o falecimento do paciente, com exceções determinadas por lei ou pela família mediante autorização judicial.

4. Consentimento Informado

O Consentimento Informado é o processo pelo qual você decide, de forma livre, voluntária e bem informada, se deseja ou não participar de um procedimento, avaliação ou processo terapêutico. Ele é um direito seu e um dever ético do profissional.

4.1 O Que Significa ser Informado

Para que seu consentimento seja válido, o profissional deve lhe fornecer, em linguagem clara e compreensível:

  • A natureza do serviço ou procedimento proposto
  • Os objetivos terapêuticos esperados
  • Os métodos, técnicas e abordagens que serão utilizados
  • Os possíveis benefícios e limitações do tratamento
  • As alternativas disponíveis, incluindo a possibilidade de não tratar
  • A frequência e duração estimada do processo
  • As questões de sigilo e suas exceções
  • Os custos do tratamento

4.2 Como Funciona na Prática

Na primeira sessão (anamnese), você receberá o Termo de Consentimento Informado da clínica. Este documento será lido e explicado pelo terapeuta, e você terá toda a oportunidade de fazer perguntas antes de assiná-lo. A assinatura indica que você compreendeu as informações e concorda com o início do processo.

Para atendimento online, existe um Termo de Consentimento específico que aborda as condições e limitações da telepsicologia.

Para menores de 18 anos, o responsável legal assina o Termo. O assentimento (concordância) do adolescente também é valorizado e registrado.

4.3 Você Pode Mudar de Ideia

O consentimento não é irrevogável. Você pode, a qualquer momento:

  • Revogar o consentimento para procedimentos específicos
  • Solicitar mais informações antes de decidir
  • Recusar técnicas ou abordagens específicas propostas pelo terapeuta
  • Encerrar o processo terapêutico

A revogação do consentimento deve ser comunicada ao terapeuta de forma clara. O profissional não pode penalizá-lo por exercer esse direito.

4.4 Consentimento e Dados Pessoais

O consentimento para tratamento de dados de saúde é colhido separadamente, conforme a LGPD (Art. 11). Você pode consultar a Política de Privacidade para entender como seus dados são tratados e como exercer seus direitos.

5. Como Fazer uma Reclamação

Se você tiver alguma insatisfação com os serviços prestados ou acreditar que seus direitos foram violados, temos os seguintes canais disponíveis:

5.1 Contato Direto com a Clínica

O primeiro canal deve ser sempre a própria clínica. Entre em contato com:

  • Recepção / Atendimento: (11) 99999-9999 ou contato@clinicaanagoncalves.com.br
  • Encarregado de Dados (DPO): privacidade@clinicaanagoncalves.com.br (para questões relacionadas a dados pessoais)
  • Pessoalmente: Rua das Flores, 123 – Sala 201, São Paulo – SP

Nos comprometemos a responder qualquer reclamação em até 5 (cinco) dias úteis e a buscar uma solução justa e satisfatória.

5.2 Conselho Regional de Psicologia (CRP-SP)

Se você acredita que houve violação ética por parte de um psicólogo, pode registrar denúncia junto ao:

CRP-SP – Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (6ª Região)
Endereço: Rua Madre Cabrini, 316 – Vila Mariana, São Paulo – SP, CEP 04020-001
Telefone: (11) 3151-4200
Site: www.crpsp.org.br
Atendimento ao público: Segunda a Sexta, das 9h às 17h

5.3 Conselho Federal de Psicologia (CFP)

CFP – Conselho Federal de Psicologia
Telefone gratuito: 0800 722 2927
Site: www.cfp.org.br

5.4 Procon

Para questões de relação de consumo (cobranças indevidas, descumprimento contratual):

Procon-SP
Telefone: 151 (gratuito)
Site: www.procon.sp.gov.br
Plataforma Nacional: www.consumidor.gov.br

5.5 ANS (se atendimento via convênio)

Se o atendimento foi realizado mediante plano de saúde e houve problema relacionado à cobertura ou autorização:

ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar
Telefone: 0800 701 9656 (gratuito)
Site: www.ans.gov.br

5.6 ANPD (para questões de dados pessoais)

ANPD – Autoridade Nacional de Proteção de Dados
Site: www.gov.br/anpd

6. Contatos Úteis em Saúde Mental

Se você ou alguém que você conhece estiver em crise, não hesite em buscar ajuda imediatamente:

CVV – Centro de Valorização da Vida

Apoio emocional e prevenção do suicídio, 24 horas por dia, 7 dias por semana, de forma gratuita e sigilosa.

Telefone: 188
Chat: cvv.org.br

SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência

Emergências médicas e psiquiátricas que necessitem de atendimento presencial imediato.

Telefone: 192 (gratuito, 24h)

CAPS – Centro de Atenção Psicossocial

Serviço público de saúde mental do SUS para atendimento de transtornos mentais graves e persistentes. Gratuito.

Localize o CAPS mais próximo em: saude.sp.gov.br

UBS – Unidade Básica de Saúde

Primeiro acesso ao sistema de saúde pública do SUS. Oferece acompanhamento em saúde mental básica e encaminhamentos.

Localize via aplicativo: Saúde SP ou pelo site da Prefeitura de SP.

CRP-SP – Conselho Regional de Psicologia

Referência ética e regulatória para psicólogos em São Paulo. Reclamações e dúvidas sobre atendimento psicológico.

Tel: (11) 3151-4200
crpsp.org.br

Clínica Ana Gonçalves

Para questões, dúvidas ou situações de crise relacionadas ao seu atendimento conosco:

WhatsApp: (11) 99999-9999
E-mail: contato@clinicaanagoncalves.com.br
Horário: Seg–Sex 8h–20h | Sáb 8h–14h

Em situação de emergência imediata: Ligue 192 (SAMU) ou 188 (CVV) ou dirija-se ao pronto-socorro mais próximo. Não aguarde a próxima sessão terapêutica.

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